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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

os medos de aires pereira


Quando são anunciadas entrevistas aos autarcas, confesso que já não espero nada de novo.

Para quem, como eles, estão há 14 anos, no caso do candidato Macedo Vieira, e 18 no do mestre-de-obras Aires Pereira, tudo o que se disser é retirado a papel químico de entrevistas anteriores.

Como elas se sucedem na média de 6 por ano, fácil é concluir que geram sistematicamente pouco interesse.

A última do mestre-de-obras Aires Pereira não fugiu à regra.

Repetitiva, pouco clara, mastigada, sem ideias novas e uma tendência doentia para se considerar vítima da oposição que o Partido Socialista desencadeia na Câmara, em particular na pessoa de Silva Garcia.

Será que o próprio não se apercebe que esse discurso já não convence os poveiros?

Será que ele não reparou que jornais como o “Póvoa Semanário” e o “Voz da Póvoa” têm vindo a descer em audiências, com o consequente cancelamento de assinaturas por parte de muitos leitores, que estão fartos de assistir à semanal distorção das notícias?

Do pouco interesse que a entrevista desperta, há um assunto que por ser tratado de forma tão anacrónica, de imediato despertou suspeitas por estas bandas.

A candidatura de Macedo Vieira.

Que razões existem para tornar público este assunto quando ainda estamos a dois anos das próximas autárquicas?

Em minha opinião só existe uma:

Aires Pereira ficaria imensamente satisfeito se pudesse livrar-se de Macedo Vieira.

Para tal teria de ter a certeza que aquele não se candidataria por outro partido.

Esse é o principal receio de Aires Pereira, porque criaria uma forte divisão no eleitorado social-democrata, tal como aconteceu com Manuel Vaz quando abandonou o CDS e se candidatou pelo PSD, lá atrás em 1990.

E os seus receios são fundados:

1- São públicos os diversos desentendimentos entre ambos;

2- Ambos ficaram em lados diferentes das barricadas social-democratas;

3- Macedo Vieira, homem que pugna a sua acção política pela coerência, já deixou subentendido que abandonará o PSD. Se o leitor puxar da memória lembrar-se-á que Macedo Vieira entrou para as fileiras do partido, por ser Marques Menses o líder, porque se fosse Santana Lopes não o faria. Está escrito!

Que teria Aires Pereira de fazer, como o fez, aliás, nas suas declarações a uma Rádio local?

Passar a decisão relativamente à sua candidatura pelo PSD para Macedo Vieira e, desta forma, encostá-lo à parede.

Se Macedo Vieira se candidatar por outro partido não foi porque não tenha sido convidado pelo PSD, o que motivará a animosidade dos eleitores laranja que verão, desta forma, em Macedo um “salta pocinhas”, um oportunista, um agarrado ao poder.

Resta saber se o candidato Macedo continua a manter a veia ganhadora que o caracterizou.

Da minha parte não tenho qualquer dúvida:

O candidato Macedo está longe da aceitação que teve no passado recente.

Se essa aceitação ainda permite ganhar eleições é algo que permanece em dúvida.

A humilhação pública do candidato Macedo Vieira seria incomensurável perante uma derrota em eleições autárquicas.







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